Transação 360

Transação 360: meios de pagamento na Argentina

Futebol, churrasco… e tango! Estamos falando da nossa vizinha Argentina. Descoberta em 1502 por Américo Vespúcio, a prata em abundância chamou a atenção dos colonizadores. Por isso, Argentina, do latim argentum, prata. E, falando em prata, qual será o meio de pagamento preferido dos argentinos?

O cenário econômico argentino passou por muitas mudanças nos últimos tempos. Após doze anos de mandato kirchnerista, Néstor Kirchner (2003-2007) e sua esposa Cristina Kirchner (2007-2015), ambos de coligação centro-esquerdista, a Argentina elegeu o candidato Mauricio Macri, de direita, como presidente no final do ano passado. E uma grande mudança já foi feita: a retirada do controle cambial.

Em 2011, durante o segundo mandato da presidente Cristina Kirchner, o governo estabeleceu uma política de controle cambial no país. Para comprar dólares era preciso ter autorização da receita federal, comprovar renda e não era permitido comprar mais do que dois mil dólares por mês. Além disso, o uso do cartão de débito no exterior era proibido. Essas medidas foram implementadas para evitar a saída de divisas do país.

Para burlar os processos burocráticos, os argentinos criaram um câmbio paralelo, que mesmo considerado ilegal, era conhecido por todos e inclusive tinha suas cotações publicadas nos jornais locais, o denominado dólar blue. O preço do dólar blue variava de acordo com a lei da oferta e da procura. A Argentina chegou a ter mais de dez cotações de câmbio no país. Com a posse do novo presidente, esse cenário mudou.

Agora, só existe o dólar oficial cotado pelo Banco Central Argentino. Qualquer pessoa pode comprar a moeda e não existe mais um limite para a compra. Mas a situação econômica do país não é das melhores. A inflação está alta, mais de 20% por ano, e a moeda bastante desvalorizada.

Meios de pagamento na Argentina

Uma pesquisa feita pelo jornal argentino El Cronista em parceria com a Poliarquía Consultores mostrou que o meio de pagamento preferido pelos argentinos é o dinheiro. Dos entrevistados, 54% utilizam o dinheiro, 17% cartão de débito e apenas 12% cartão de crédito. Isso pode ser explicado pelas altas taxas cobradas nos cartões.

A pesquisa revelou ainda que com a desvalorização da moeda e aumento dos preços, os argentinos não estão satisfeitos com a moeda de maior valor, a de cem pesos, já que precisam sacar dinheiro com uma intensidade maior. 42% dos entrevistados disseram desejar a circulação de uma nota maior.

Para os turistas, apesar do aumento de preços no país, o cenário é positivo. Não é mais necessário se aventurar pelo mercado negro para conseguir os desejados dólares.

No mais, basta aproveitar a terra das empanadas, do alfajor e do doce de leite. Além de poder conferir destaques naturais interessantes, como o pico mais alto do continente americano, o Aconcágua, com 6.959 metros de altura e a cidade mais ao sul do mundo, Ushuaia, que fica bem perto da Antártida.