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Do escambo à moeda virtual: confira a evolução dos meios de pagamento

O dinheiro é parte fundamental da sociedade e o grande responsável por fazer a economia girar. Está tão intrínseco no nosso dia a dia que não conseguimos imaginar um mundo onde ele não esteja presente, mas nem sempre foi assim. A tecnologia mudou completamente a forma como nos comunicamos, nos locomovemos e também como pagamos. Da troca de mercadorias ao pagamento via NFC foram muitos anos e importantes transformações.

Até o surgimento do dinheiro, o escambo era a principal maneira de se fazer negócio.  Alimentos, animais e prestação de serviços eram a principal moeda de troca e não existia a noção de equivalência de valor.

Cada um trocava o que tinha pelo o que precisava. A grande dificuldade nesse sistema, além do transporte, era encontrar alguém que estivesse procurando o que se era oferecido e oferecendo o que se era procurado.

A partir do momento que alguns produtos passaram a ser mais procurados que outros, eles se tornaram moeda. Isso ocorreu com o sal, por exemplo. Por ser um artigo difícil de se adquirir e de grande utilidade para conservar os alimentos, era  considerado bastante valioso. Em algumas regiões as pessoas eram pagas com sal, e foi por causa disso que surgiu o termo “salário”.

Muitos produtos foram utilizados ao longo dos anos até a descoberta do metal. Por ser raro, difícil de se conseguir e durável, ele serviu perfeitamente como moeda, em estado natural ou na forma de joias e armas. O valor variava de acordo com a abundância do material, quanto mais raro, mais valioso.

Com o tempo, as moedas passaram a ser cunhadas com o peso e valor padronizados. No início, o valor era correspondente ao material utilizado para confeccioná-la. Com a evolução da técnica, outros materiais passaram a ser utilizados na confecção e elas passaram a valer o que estava gravado na face e não o material que havia sido utilizado na confecção.

Guardar as posses com ourives se tornou uma prática comum entre as pessoas, e foi assim que surgiram as primeiras cédulas. O recibo emitido como garantia passou a ser utilizado como pagamento, circulando entre as pessoas. Mais tarde, os bancos passaram a emitir e a regular as cédulas. As moedas passaram a ser usadas como troco.

De lá para cá muita coisa mudou, e sempre com a ajuda da tecnologia. Com o surgimento do cartões de plástico e pagamentos eletrônicos, as cédulas estão sendo cada vez menos utilizadas. E a tendência é que diminua ainda mais.

Com apenas um smartphone já é possível realizar pagamentos por aproximação, sem a necessidade de carregar a carteira com cartões. E existem ainda as moedas virtuais, como a bitcoin, que estão contribuindo para que o dinheiro se torne cada vez menos físico.

E assim, parece que vamos chegando a mais uma grande inovação na forma como pagamos. O que será que vem pela frente?