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Jovens Potências

Desafio de Empreendedorismo Stone: vivência empreendedora e contato com profissionais do mercado

Nesta semana, chegou ao fim a primeira edição do Desafio de Empreendedorismo Stone, competição que oferece a alunos a oportunidade de desenvolver uma startup e aprender como vendê-la a potenciais investidores.

Cada vez mais, jovens do ensino fundamental, médio e superior têm buscado por atividades e experiências ligadas ao empreendedorismo nas escolas e faculdades. É por isso que alternativas como desafios de empreendedorismo têm ganhado força pelo país.

Aqui na Stone, temos uma cultura muito forte de esticar gente e transformar potencial em potência. Pensando nisso, realizamos ao longo dos dois últimos meses, nosso primeiro desafio de empreendedorismo, o Stone Challenge de Empreendedorismo. Nesta edição, que funcionou como um piloto para o projeto, 20 alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e do Instituto Alpha Lumen, – ONG que visa gerar impacto social através de ações educativas e apoio ao talento (leia mais sobre ele aqui) – das mais diferentes idades, puderam trocar conhecimentos e experiências empreendedoras ao longo de dois meses e construírem projetos de startup reais.

 

O desafio de empreendedorismo

Em agosto, foi dada a largada: foram quase 15 grupos inscritos, dos quais cinco foram os escolhidos para seguirem na competição, que se desenrolou entre setembro e outubro. Ao longo de oito semanas, os grupos receberam conteúdos exclusivos para os auxiliarem no desenvolvimento e entrega das missões, além de contarem com treinamentos e mentores.

Ao longo desses dois meses, os participantes definiram o problema que iriam atender, validaram suas hipóteses, criaram um protótipo do negócio e testaram-no com usuários iniciais, estudaram o mercado e a concorrência, construíram seu modelo de negócio e realizaram uma análise de viabilidade econômica do projeto, dentre outras missões. No final, tiveram de reunir todas essas informações em um pitch deck para potenciais investidores que compuseram a banca julgadora no último sábado, 28 de outubro.

A ideia não era de trazermos apenas mais um desafio de empreendedorismo. Queríamos mostrar que, independentemente da idade, todos podem empreender; que, por menor que sua ideia seja, ela pode sim se transformar num grande negócio. Que não são só os vencedores que saem ganhando.

 

A experiência do desafio e aprendizados

Para os participantes, esta foi uma experiência única em suas vidas. Segundo Iago (25), estudante de Engenharia Civil-Aeronáutica no ITA e membro do grupo Andon (sistema de gerenciamento de obras para construção civil), “foi muito proveitoso porque a gente tinha uma ideia e não tinha se mobilizado ainda para tirá-la do papel. Por conta do desafio de empreendedorismo, com todas as tarefas e missões, a gente pode montar uma estrutura básica e ter uma ideia melhor do que a gente vai querer daqui para frente com o nosso negócio“. Como próximos passos, ele espera fechar a parceria que já está em andamento com uma construtora e fazer o teste do conceito.

Já Daniel (20), estudante do fundamental no ITA e futuro ingressante em Engenharia Aeroespacial, participou do desafio com o projeto Easy Class (aplicativo de busca de professores particulares). Para ele, o desafio “agregou muito em relação a complexidade e maturidade do projeto. A nossa ideia inicial sofreu um crescimento que, em dois meses, não teria como ter ocorrido de forma mais bem estruturada e isso vai fazer uma diferença gigantesca na hora de conseguir as primeiras vendas reais.”

Além disso, o contato com as pessoas e mentores que empreendem na realidade e os questionamentos e a cobrança que recebiam da banca sobre os problemas que poderiam ocorrer e pontos falhos do projeto serviram não só de incentivo, mas também de aprendizado.

Arthur (14), foi um dos jovens estudantes do Instituto Alpha Lumen que participou do projeto. Seu negócio, Bird Soul, pretende solucionar o problema de traumas e fobias no país através da tecnologia de realidade virtual. “Foi muito legal por evolui bastante a nossa startup. Conseguimos uma conquista em outra competição por causa dessa, pela mentoria e também pelas informações que nos deram nos e-mails.”

desafio de empreendedorismoO maior ganho, para ele, foram as noções de business e de finanças; fora o fato de ter clareado melhor a ideia do negócio. “Eu me surpreendi pela forma como foi feito tudo e como o pessoal daqui [Stone] é amistoso e nos ajudou bastante, de coração aberto.” Nas próximas semanas, ele e seu grupo devem investir em conseguir mais parcerias e expandir a já existente com o IPQ (Instituto de Psiquiatria), além de terminar o desenvolvimento de uma versão beta do aplicativo.

De fato, o ganho de conhecimento pelos mentores e conteúdos sugeridos semanalmente foi o grande diferencial do desafio para os alunos.

“A Stone virou uma escola para mim durantes esses meses, eu aprendi bastante muitas ferramentas importantes e que são fundamentais para outras coisas que eu estou fazendo. O que eu mais aprendi foi o método de lançamento [de uma startup]… Eu já li sobre outras ferramentas, mas aplicando muita coisa do que ensinaram aqui agregou bastante.” diz Victor (21), aluno de Engenharia Mecânica do ITA e que fez parte do grupo Ponto de Vista, que visa produzir impressoras em braile a partir de uma tecnologia nova e disruptiva no mercado. Assim como outros grupos, ele também quer investir agora na prototipagem do produto e simulação com o público-alvo.

Para os ganhadores do desafio, a mentoria também foi o grande benefício. Um dos membros conta:  “A gente já teve algumas experiências, mas nenhuma das vezes uma ajuda tão forte de gente que faz realmente o empreendedorismo. Conseguiram ajudar a gente do zero, de uma ideia que não era nada, só uns rabiscos no papel, para chegar agora em um modelo muito mais elaborado, possivelmente um negócio que a gente quer fazer.”

 

Missão cumprida

O foco em aprendizado, de fato, era o maior objetivo da equipe de organização e produção do Stone Challenge de Empreendedorismo. Matheus, estagiário de Comercial Digital na Stone, aluno do ITA e um dos principais idealizadores do projeto conta um pouco do seu lado da história.

“Este foi um evento que eu gostaria de ter tido seis anos atrás. Algo bem diferente do que a gente vive lá em termos de aula, e diferente em termos institucionais ao que a gente está acostumado. As empresas vão, se apresentam, levam o processo seletivo até a gente, mas eles não levam a oportunidade de a gente pensar um pouco mais fora da caixa. Então, eu estou super feliz de levar essa oportunidade para a galera, fazer com que eles tomem uma atitude de pensar como o trabalho deles e a criação de um novo negócio podem transformar o que a gente tem hoje no país… “

Ele conta que não imaginava o quanto os alunos iriam se engajar no projeto, por ser algo que exigiria com que saíssem da zona de conforto e estudassem outros conteúdos além daqueles ensinados na faculdade. “Me surpreendeu para caramba o fato de os meninos terem abraçado a ideia, terem tomado risco, terem se preparado e se envolvido, de fato, do início ao fim.” Em uma próxima edição, ele espera um impacto maior em alunos de outras faculdades pelo país, e que o desafio de empreendedorismo seja capaz de provocar uma preocupação nos jovens para além da própria carreira, um sentimento em agregar valor na sociedade como um todo.

 

A final

No último sábado, no escritório da Stone em São Paulo, finalmente foram conhecidos os grandes vencedores do nosso desafio de empreendedorismo.

Quem abriu o dia e recepcionou a todos foi André Street. Empreendedor desde os 15 anos, ele criou outras três empresas antes de ser se tornar um dos sócios-fundadores de uma das maiores holdings de fintechs do Brasil. André trouxe um vídeo do Jocko Willink para falar da importância de superar os medos para realizar seus objetivos e propósito.

Depois da apresentação dos pitchs e perguntas, a banca se reuniu para tomar a decisão. Faziam parte dela, além do André, mentores e membros da organização, a educadora Nuricel Aguilera, fundadora do Alpha Lumen, Millor Machado, responsável pela área de Gente, Gestão e Tecnologia da Fundação Estudar, Leonardo Frisso, antigo CEO da Pagar.me e atual responsável pela área de gente para tecnologia da Stone, e Natan Gorin, desenvolvedor de aplicativos desde os 12 anos e hoje membro do time de Relacionamento com Clientes da Stone. A entrega dos certificados e anúncio do resultado foram recebidos com grande empolgação pelos alunos.

Depois do almoço de confraternização, os alunos ainda puderam participar de uma mesa redonda sobre empreendedorismo nas escolas e faculdades do Brasil, tema que abordaremos mais na semana que vem.

 

Os vencedores

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E os vencedores foram: Lucas, Rafael, Wesley, Lucas e João, do grupo Aletheia (plataforma para registro e utilização de assinaturas digitais). Segundo a banca avaliadora, este era um dos grupos mais fracos no início da competição, mas a forma como correram atrás e aproveitaram dos feedbacks e evoluíram o negócio foi incrível.

Sobre a experiência, eles contam: “o desafio ajudou a gente conseguiu amadurecer o projeto de uma forma que a gente não imaginou que faria. (…) Todo esse auxílio de mentoria foi muito importante. Às vezes, falar com o mentor por um tempo específico valia muito mais a pena do que a gente ficar lá maturando dias e dias pensando no que a gente ia fazer. Então, a gente aproveitava bastante o que eles falavam, o que davam de feedback pra gente, para evoluirmos sempre.”

 

Para nós da Stone, esse foi só o primeiro passo. Em 2018, queremos realizar a segunda edição do desafio de empreendedorismo, dessa vez também aberta para outras instituições do país. E você, deseja se tornar um(a) empreendedor(a)? O que está fazendo para transformar sua realidade e a da sociedade?

Te esperamos na próxima edição do Stone Challenge de Empreendedorismo!

 

por Carol Lafuente,

Analista de Atração da Stone