Curiosidades

Dinheiro virtual: já ouviu falar?

Você já ouviu falar em dinheiro virtual? Esta forma de pagamento tem crescido muito nos últimos anos, mas poucas pessoas sabem o que é e como funciona. A proposta do dinheiro virtual é otimizar e facilitar as transações eletrônicas, fugindo do sistema tradicional, e não é tão complexo quanto parece.

Bitcoin

Apesar de não ter sido a primeira moeda virtual a ser lançada, a Bitcoin é sem dúvida alguma a mais famosa. Foi criada no ano de 2009 por um desenvolvedor de software anônimo sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Mesmo tendo largado o projeto em 2010, a comunidade Bitcoin não parou de crescer, pois os códigos são abertos e qualquer pessoa tem acesso à essas informações e pode verificar ou modificar o código do software.

Afinal, o que é Bitcoin? Nada mais é do que um aplicativo ou um programa de computador que permite que o usuário tenha uma carteira virtual para enviar e receber as moedas, em troca de produtos ou serviços, tudo eletronicamente.

Vantagens e desvantagens

A Bitcoin pode ser instável, mas é inegável a sua aceitação. De acordo com uma pesquisa feita pelo Banco Central Europeu, 69 mil transações realizadas por dia no continente utilizam Bitcoin como moeda.

A moeda virtual não precisa ser impressa e não pertence a nenhum banco, sendo totalmente independente e descentralizada. Por não ser controlada por instituições ou necessitar de intermediários para ser utilizada, apresenta taxas mais baixas. Mas isso também tem um ponto negativo, por não pertencer a nenhum país ou ter o controle de um banco central, seu valor varia muito.

De acordo com o site da CoinDesk, em Janeiro de 2015 a Bitcoin caiu de 300 dólares para 170 dólares, perdendo 37% do seu valor em dois dias. Durante todo o ano, seu valor oscilou bastante, mas a moeda fecha o ano em alta, valendo um pouco mais de 430 dólares.

Uma vantagem para alguns e desvantagem para outros é o anonimato de quem transaciona com Bitcoin. Os usuários utilizam pseudônimos para enviar e receber as moedas virtuais, que nada mais são do que endereços virtuais. A menos que este endereço esteja conectado às informações de identificação pessoal do usuário, não é possível saber quem está por trás do endereço. Por este motivo, a moeda foi bastante utilizada para comprar drogas ou outros produtos ilícitos, mas isso vem mudando. A Bitcoin está sendo cada vez mais aceita em diversos segmentos do comércio.

Para o Banco Central Europeu as moedas virtuais apresentam muitas desvantagens: são extremamente voláteis, não são transparentes nem seguras, dependem muito de TI e colocam os usuários em exposição, principalmente ao risco cambial.

Por outro lado, o BCE reconhece os baixos custos da moeda, a velocidade de liquidação, o alcance global e a diferença positiva que apresenta dos modelos tradicionais.

Como funciona?

Utilizando um computador, tablet ou smartphone uma pessoa pode fazer uma compra em uma loja online que aceita bitcoins. No momento do pagamento, há uma troca de bitcoins entre as carteiras virtuais do cliente e do comerciante. Todas as transações são públicas, exceto a identidade das pessoas envolvidas, e qualquer um pode checar.

Todas as transações feitas com Bitcoin são registradas na rede e colocadas em blocos. Os mineradores, pessoas com computadores extremamente velozes que fazem cálculos,  legitimam cada uma dessas operações e formam um blockchain, que é uma cadeia de blocos com todas as transações feitas entre qualquer endereço bitcoin da rede. Os mineradores ganham 25 bitcoins para fazer este serviço. Outra forma de conseguir bitcoins é comprando em sites de câmbio.

Altcoins

Além da Bitcoin existem outras moedas virtuais em circulação que são chamadas de moedas alternativas ou altcoins. A Litecoin foi criada no ano de 2011 por um antigo engenheiro do Google, Charles Lee, e apresenta o maior valor de mercado depois da Bitcoin. Também possui os códigos abertos, mas em contrapartida forma blocos mais rápido que a Bitcoin e apresenta recompensas maiores pelos blocos gerados.