empreendedorismo na escola e faculdade
Empreendedorismo

Empreendedorismo na escola e faculdade: por que o Brasil ainda não se adaptou às novas profissões e demandas do futuro?

Empreendedores debatem sobre as possíveis causas e soluções para o atraso da educação brasileira em preparar nossos jovens para uma carreira neste mercado.

Cada vez mais, jovens do ensino fundamental, médio e superior têm demandado disciplinas e atividades ligadas ao empreendedorismo nas escolas e faculdades. Apesar da última geração já encarar esta como uma opção (almejada) de carreira, poucas são as instituições que já adaptaram suas grades curriculares para incluir a disciplina.

Este, inclusive, foi o tema de um painel na final da primeira edição do Desafio de Empreendedorismo Stone, uma iniciativa para desenvolver a mente e atitude empreendedora de jovens estudantes e que os permitiu desenvolver projetos de startup e ter contato com empreendedores reais.

 

Membros do painel

empreendedorismo na escola e faculdade

O painel, intitulado Empreendedorismo na Escola, foi mediado por Natan Gorin, membro do nosso time de Relacionamento com Clientes e desenvolvedor de aplicativos desde os 12 anos. Além dele, o bate-papo contou com a participação de André Street, empreendedor desde os 15 anos e um dos sócios-fundadores da Stone; a educadora Nuricel Aguilera, fundadora do Instituto Alpha Lumen; Millor Machado, responsável pela área de Gente, Gestão e Tecnologia da Fundação Estudar; Bernardo Carneiro, antigo CEO da Site Blindado e atual sócio-diretor da Stone Pagamentos; e Leonardo Frisso, antigo CEO da Pagar.me e atual responsável pela área de gente para tecnologia da Stone.

 

Temas discutidos

Durante mais de uma hora, os participantes do desafio puderam participar do debate, que abordou pontos como o motivo de poucas escolas e faculdades estarem olhando para as profissões do futuro e investindo em iniciativas relacionadas ao empreendedorismo. Para André, elas ignoram conhecimentos necessários, como programação e inteligência artificial, e começam apenas no terceiro estágio do empreendedorismo, a administração, esquecendo-se dos dois anteriores: criação da startup e blitzscaling.

Segundo Nuricel, mudar os modelos mentais e profissionais das escolas é complicado, mas muito necessário. Para ela, as empresas privadas estão mais à frente das instituições acadêmicas neste quesito.

Na opinião do André, é preciso estudar muita coisa que é produzida lá fora e, por isso, o conhecimento de inglês se torna essencial para quem quer empreender no Brasil. Para ele, uma das grandes referências é Steve Blank, autor do livro ‘The four steps to epiphany’, que ele indica a todo aspirante a empreendedor.

empreendedorismo na escola e faculdadeMillor, por outro lado, enfatiza que é importante estudar sobre empreendedorismo para identificar padrões, mas que não se pode esperar que se aplique tudo ao pé da letra. Segundo ele, não existe certo e errado, ninguém é nota 10 ou 0 em empreendedorismo. É preciso saber adaptar as teorias a sua realidade.

André concorda. Ele explica que empreender é uma “atitude de ser”, e a grande diferença do empreendedor para o executivo é que, enquanto o executivo trabalha para si próprio, o empreendedor trabalha por uma causa. Ele pensa sempre primeiro no por que, no com quem e, só depois, no o que.

Nuricel pega carona nessa ideia para falar da educação. Ela não vê a noção de escola como diversos alunos enfileirados encarando um quadro branco. Para ela, educação é um estado de espírito eterno: tudo educa e deve ser multiplicado. Foi pensando nisso que surgiu o projeto do Alpha Lumen que, mais que uma escola, é um espaço de gestão de conhecimento que mude a perspectiva de educação no país e, depois, no mundo.

Nuri reforça esse pensamento ao explicar da importância dos desafios de empreendedorismo, uma vez que essas iniciativas dão oportunidade para essa garotada de universidades começar um processo de empreendedorismo que, na verdade, deveria ter começado no ensino médio, na escola básica. Com isso, eles conseguem perceber qual é o processo desenvolvimento que o nosso país precisa. A nossa garotada de universidade é toda preparada para ser passiva, e não protagonista. A universidade não fomenta empreendedorismo, e essa iniciativa instiga, motiva. Ela é um gatilho essencial para que ela comece a sair da zona de conforto, a enxergar o mundo e as possibilidades e a se repensar dentro do processo universitário.”

 

É por isso que nós da Stone nos orgulhamos de termos realizado nosso primeiro desafio de e, assim, contribuirmos de forma ainda mais ativa para fomentar o empreendedorismo no país e nas escolas e faculdades, desenvolvendo o potencial de jovens talentos e estimulando a criação de novos e inovadores modelos de negócio no mercado. Temos certeza de que, juntos, podemos mudar a realidade e construir uma educação e um Brasil mais empreendedores.

Topa embarcar nessa com a gente?

 por Carol Lafuente,
Analista de Atração da Stone