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Jeito Stone

Já ouviu falar da Junior Enterprise? Conheça a confederação de empresas juniores americana criada por brasileiros

Conhecidas pelos íntimos como EJs, as empresas juniores já existem no Brasil há algum tempo, vêm ganhando mais e mais força pelo mundo, e tem como base um dos nossos pilares: transformar potencial em potência.

Imagine você, 20 e poucos anos de idade, no início ou meio da faculdade. Com certeza deve se deparar com aquele velho e conhecido problema: falta colocar a mão na massa. Foi pensando justamente nisso que surgiram as empresas juniores.

Nos últimos dois anos, as EJs cresceram ainda mais no país, e começaram a se popularizar em outros países que têm forte presença de brasileiros. Os Estados Unidos é um grande exemplo. Mesmo com um currículo voltado mais para projetos, inclusive fora da faculdade, diversos estudantes de faculdades americanas, especialmente intercambistas, sentiram falta de um algo a mais.

Bruna Correa é uma dessas alunas. Estudante de engenharia elétrica e economia, ela queria realmente colocar a mão na massa e ter contato com o ambiente profissional. Foi pensando nisso que se juntou a um grupo de amigos para fundar a Junior Enterprise USA, a primeira confederação de empresas juniores americana. Hoje, Bruna não só é uma das fundadoras da JE, como também sua presidente.

As empresas juniores nos EUA

Apesar de o movimento ser recente no país – a primeira e até aquele momento única empresa júnior dos Estados Unidos tinha sido fundada em 2012 – a popularização se deu efetivamente no ano passado. Em outubro de 2016, Bruna se juntou com alguns amigos de diversas faculdades, como Columbia, Berkeley e NYU, e para começar a criar as EJs dentro de suas faculdades. Ao mesmo tempo, fundaram a Junior Enterprise.

Como confederação, o papel da Junior Enterprise não é só de unir todas as empresas juniores americanas de alguma forma, mas também de expandir o movimento e ajudar quem já faz parte dele. Hoje, ela se considera uma incubadora de empresas juniores. Tanto é que não cobram de nenhuma das empresas que entram na rede.

E, querendo ou não, Bruna e seus colegas empreenderam ao fundarem a Junior Enterprise. Eles não só impulsionaram o crescimento das empresas juniores nos Estados Unidos e criaram uma base de apoio a elas. Eles estão caminhando para transformar esse mercado. E seu crescimento neste ano de existência apenas reforça isso.

 

Crescimento da empresa e mercado

A empresa tem crescido bastante desde empresas junioressua fundação, um ano atrás. De lá para cá, atraíram

150 integrantes, realizaram 30 projetos e fecharam 5 parcerias, expandindo seu impacto entre países como Brasil, França, Canadá e Argentina. Dentre estas parcerias, encontram-se algumas faculdades de renome. Isto porque a turma adota uma estratégia de selecionar faculdades que fazem sentido para eles, colocar-se nas Ivy Leagues e trazer gente boa para o movimento.

Todo esse trabalho de divulgação do movimento hoje é feito com recursos mínimos e muito focado no boca a boca e conexões. Com o crescimento das empresas juniores por lá, a ideia é mudar e, aí sim, atingir as faculdades-target: “Podendo mostrar o que a gente já conseguiu, a gente consegue convencer pessoas que não necessariamente tem uma conexão com a gente”, explica Bruna.

Dentre as conquistas sobre as quais mais se orgulham, eles citam a primeira edição da Junior Enterprise International Conference, que eles mesmos organizaram em San Diego. Foram cinco empresas parceiras e quase 100 alunos presentes. “A gente realmente ter conseguido comover um movimento que a primeira EJ, que foi fundada em 2012, não conseguiu fazer; (…) ter mais de 150 alunos envolvidos com a JE em 11 meses… e conseguir mobilizar tanta gente e tantos parceiros realmente é muito bom”, complementa.

 

Oportunidades aos jovens talentos

empresas junioresApesar de os jovens americanos serem bastante envolvidos com projetos extracurriculares e clubes estudantis, muitos alunos ainda sentem falta de conseguir ter uma real vivência do mercado de trabalho. E mais que isso, existe um gap muito grande de empreendedorismo. Ao mesmo tempo em que se vê muita gente que se destaca, existe um número ainda maior de pessoas que não têm ideia de por onde começar.

Tanto para quem está dentro, quanto para quem está fora das empresas juniores que fazem parte da confederação, a ideia é sempre trazer desenvolvimento; não só profissional, como também pessoal. Para a própria Bruna: “A ideia da JE USA e de todas as empresas juniores é isso: que as pessoas que entrem nas EJs aqui saiam pessoas muito melhores e avançadas: profissionalmente, por meio da vivência com projetos reais e clientes de verdade, e também com uma melhoria pessoal. Por ter essa experiência, a pessoa consegue se conhecer melhor, saber o que ela é boa, o que ela precisa melhorar…”. Essa, inclusive, é a principal missão deles.

Para fazer parte? É só ter vontade de fazer, ter iniciativa, sangue no olho, não ficar acomodado… As notas não têm um peso enorme nessa seleção, assim como experiências prévias. “A gente acolhe a galera que está com vontade de fazer e a gente faz eles se tornarem profissionais melhores, a gente dá experiência para eles”, explica.

Sonho grande e Futuro

Mas o time da Junior Enterprise não se mostra satisfeito e quer conquistar ainda mais! Seu sonho é o de “se tornar a maior associação de Empresas Juniores do mundo. A gente tem total potencial, pensando em como os Estados Unidos funcionam, e o quão empreendedor ele é. Eu acho que, realmente, daqui a cinco anos a gente ser maior que o movimento no Brasil e na França é muito possível”, nas palavras da própria Bruna.

Ao mesmo tempo, também querem passar de ser apenas uma iniciativa para realmente uma empresa. Essa acaba sendo também uma das maiores dificuldades que eles encontram, já que a EJ não só tem que se provar para o cliente, mas tem também que explicar o que exatamente é e porque existe, já que o movimento ainda é pouco conhecido nos Estados Unidos. É preciso passar confiança para ele. Expandindo o movimento no país, essa dificuldade deve diminuir cada vez mais.

 

É por tudo isto que nos unimos a Junior Enterprise. Além de ter um perfil e cultura muito similares ao da nossa turma, no sentido de experimentar coisas diferentes até descobrir o que realmente dá certo para nós e os clientes, temos uma mesma estratégia: empreender e trazer inovações para mercados e indústrias já estabelecidos. A Stone vem lutando, nos últimos 5 anos, para mudar o arcaico e rígido mercado financeiro do nosso país e potencializar o empreendedor brasileiro. Com esta parceria, visamos expandir o nosso impacto e trazer benefícios para a comunidade mundial também.

E você? O que está fazendo para empreender no seu meio?

 

Por Carol Abrusio