Mercado financeiro

O sucesso das fintechs: Será que os bancos vão continuar existindo?

Se tem uma palavra que os consumidores não querem mais ouvir é burocracia. Afinal, quem não quer simplicidade, agilidade e eficiência na hora de comprar um produto ou contratar um serviço? E quando falamos em banco, essas três características parecem não combinar. Mas com o sucesso que as fintechs estão fazendo no Brasil e no mundo afora, os bancos estão correndo atrás de uma reestruturação no modelo de negócio.

Fintechs – você provavelmente já ouviu essa palavra – são empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros. Por investirem em tecnologia de ponta, os processos são muito mais rápidos e totalmente inovadores. Além disso, por terem uma estrutura menor e serem mais eficientes, conseguem oferecer preços melhores.

Solicitar cartão de crédito, checar o saldo bancário, pagar contas, transferir dinheiro e até fazer empréstimo usando apenas o smartphone são algumas das facilidades oferecidas pelas fintechs que estão revolucionando o mercado financeiro.

E para deixar os clientes ainda mais satisfeitos, essas empresas costumam oferecer serviços de atendimento de qualidade, mostrando que o modelo de telemarketing de horas de espera ao telefone é um desrespeito ao consumidor. Com essas empresas, até resolver problemas pode ser divertido. Através de e-mail, chat, atendente virtual e até redes sociais, o cliente é quem escolhe.

A obrigação de ir à uma agência para resolver coisas que poderiam ser resolvidas com um clique em um aplicativo é extremamente ineficiente. Sem contar o tempo de espera por conta dos processos arcaicos e burocráticos. Com este cenário, vem a dúvida: Será que os bancos vão continuar existindo?

Essa questão ainda é uma incerteza, mas se depender dos bancos, sim. Percebendo o perigo oferecido pelas fintechs, os bancos estão ficando mais digitais e modernos com o uso de aplicativos e atendimento 24/7. Mas será que isso é suficiente?

Ainda que essas mudanças sejam significativas e agradem o cliente, é quase impossível concorrer com empresas especializadas em tecnologia e de estrutura muito menor, se comparada à estrutura dos bancos. Fazer parcerias com as fintechs pode ser uma saída inteligente, e é o que muitos bancos já estão fazendo.

Se os bancos vão continuar existindo ou não, na verdade, não importa. O que importa é que os consumidores estão mais críticos e participativos e querem serviços cada vez melhores, dispostos a pagar mais caro se o serviço for realmente superior. O ditado “quem manda é o cliente” nunca foi tão levado a sério como agora.

Quer saber mais? Confira a entrevista que fizemos com o Gabriel Aleixo, Pesquisador e Coordenador de Projetos do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio (ITS Rio) sobre Fintechs aqui!