Áreas Stone

Esqueça tudo o que sabe sobre RH: conheça a área de Pessoas da Stone

Para começar, nãtemos RH na Stone. Nossa área de Pessoas abrange as mais variadas funções, profissionais e é uma das mais importantes da empresa.

Muitos imaginam que a área de Recursos Humanos (RH) cuida apenas da triagem de currículos e da condução de entrevistas com candidatos para os processos seletivos das empresas, não é? Pois se você também pensava assim, está muito enganado! A área de RH é bem  mais ampla do que isso e tem se tornado uma das mais estratégicas nas empresas.

Isso porque, apesar de a parte de Recrutamento & Seleção de candidatos ser a mais visível, a área tem uma série de outras responsabilidades depois que os candidatos são contratados: treinamento, avaliação de desempenho, remuneração, xadrez de gente e sucessão. Alguém discorda que estas são questões cruciais para a boa performance dos times e resultados de uma empresa? Não à toa, diversos acadêmicos e executivos têm discorrido sobre o impacto da gestão de pessoas para o sucesso sustentável de qualquer companhia.  

 

RH como estratégico para o sucesso das empresas 

Um dos primeiros a levantar esta bola foi Jack Welch, reconhecido CEO da GE por vinte anos. Em seu livro ‘Paixão por Vencer’, ele dedica nada menos do que cinco capítulos para falar das melhores e piores práticas sobre liderança, seleção de gente, gestão de pessoas, avaliação de desempenho e demissão. A principal lição que tiramos é a de que é preciso selecionar e gerir boas pessoas, colocá-las nas posições certas e formar bons líderes para que sejamos capazes de encarar as mudanças e construir uma estratégia vencedora.

Ben Horowitz, famoso investidor do Vale do Silício, também recomenda que as empresas primeiro garantam as pessoas certas no barco e só depois pensem nas/nos estratégias/rumos a seguir. Já falamos desta e outras lições da  ‘The Hard Things About Hard Things’ no blog, relembre aqui.

 

Take care of the people, the products, the profits. In that order.” – The hard things about hard things

 

Mas talvez um dos maiores exemplos práticos dessas ideias seja o próprio Google. Eric Schmidt e Jonathan Rosenberg, ex-CEO e vice-presidente de Produto da empresa, respectivamente, consideram que o modo como selecionam e gerem suas pessoas foi um dos grandes responsáveis pelo estrondoso sucesso da empresa. Não à toa, uma das primeiras lições que trazem em ´Como o Google funciona’ é: se você contrata as pessoas certas e sonha alto, em geral, chega lá. Mais uma vez, vemos a expressão “pessoas certas” sendo utilizada.

 

Contratar é a coisa mais importante que você faz” – Como o Google funciona

 

Para Schmidt e Rosenberg, caçar talentos deve ser uma tarefa diária e todo executivo, sobretudo os mais importantes, deve investir tempo e energia para garantir a contratação dos melhores funcionários possíveis

(Gostou destes materiais? Neste post, falamos como nos inspiramos no exemplo do Google e nas ideias de Welch e Horowitz para formar nosso modelo de gestão)

RH Stone

 

Convencido agora de que o RH é determinante para o sucesso de uma empresa, tanto quanto o Comercial e o Financeiro? Pois vamos te dar uma má notícia: não é toda empresa que percebe isso e constrói uma área de pessoas estratégica dentro do seu ambiente. Sobretudo no Brasil, temos pouquíssimos benchmarks na área. E é justamente por isso que a Stone vem se inspirando nestes exemplos e trabalhando duro para se tornar uma das melhores referências em área de Gente no país, e futuramente mundo, nos próximos anos. Esta inclusive foi uma meta estipulada pelo próprio sócio-fundador. Mas nem sempre foi assim. Percorremos um longo caminho até a área de Pessoas se tornar de fato uma das áreas cores da empresa.

 

A trajetória da área de Pessoas da Stone

 

De startup a grande companhia

Antes de 2015, a Stone era uma startup de 80 funcionários e Pessoas não era efetivamente uma área ainda. No entanto, este foi o ano da mudança. Melhoramos o processo seletivo, construindo uma base de currículos e iniciando a realização de testes de lógica nos candidatos. Em seguida, estruturamos o Welcome (recepção) e Onboarding (treinamento inicial) dos novos colaboradores, inclusive com a participação dos sócios. No final do ano, contratávamos mais de trinta pessoas por mês e chegamos a 450 colaboradores.

Um perigo comum nesse processo de crescimento, e em que muitas empresas escorregam, é a manutenção da cultura. Mas esta foi uma das principais preocupações da área, que criou eventos e rituais para reforçar a cultura, justamente em um momento delicado, em que nos questionávamos sobre a própria sobrevivência da Stone no mercado. Portanto, a  área de Pessoas foi muito importante para manter a cultura, escalabilizar o processo de Recrutamento & Seleção e construir uma equipe altamente motivada para trabalhar duro e vencer.

RH Stone

 

Integração com a Elavon

Se 2015 foi um ano de diversas mudanças, 2016 não foi mais fácil. Quando estávamos começando a organizar a área de Pessoas, a compra da Elavon, em Junho, bagunçou tudo novamente. A entrada de colaboradores foi uma das principais dificuldades. No final, já eram noventa a cento e vinte novos funcionários mensalmente e o time não conseguiu seguir com a construção que vinha sendo feita.

O ano de 2017 sim tem sido o ponto da viradaNas palavras da Livia, líder de Atração de Talentos da Stone:

gente pegou 2017 e virou a página. Rasgou tudo o que a gente tinha feito, começou a reconstruir do zero, reorganizou o time de pessoas inteiro, deu missões mais claras e a gente está conseguindo se reestabelecer agora com outras ideias e outras visões. Antes, o objetivo era simplesmente garantir a cultura e que a gente conseguisse contratar. Agora, o negócio é um pouco mais profundo. A gente quer, a longo-prazo, ser uma empresa que é capaz de prever a performance e tentar utilizar ao máximo da capacidade da pessoa através de métricas e mensurações.

 

O agora

Hoje, a missão da nossa área de Pessoas é o de suportar o crescimento do negócioencontrando e garantindo a entrada das melhores pessoas, que deem o melhor de si e agreguem mais valor para empresa. Mas existe uma contrapartida nisso também. Segundo Thaylan, líder de Gestão de Talentos da Stone, além de ter um produto e tecnologia melhores, a área de Gente deve fazer com que “as pessoas sejam tão boas, tenham uma cultura legal, que estejam satisfeitas, que sejam bem alocadas, felizes e que isso seja inclusive um diferencial competitivo nosso dentro do mercado.” Para ele, a área de Pessoas deve fazer com que os nossos funcionários sejam reconhecidamente melhores que os da concorrência.

RH Stone

Para conquistar essa missão, existe um primeiro trabalho que é o de descobrir onde estas melhores pessoas estão e como atraí-las, responsabilidades da subárea de Atração. Já o segundo trabalho é o de “transformar potencial em potência”E isso envolve basicamente a subárea de Treinamento & Desenvolvimento. Para Gabriel, Business Partner, a segunda parte “é pegar a galera e fazer com que elas se desenvolvam, que a gente tenha uma cultura de formar gente. Não só na parte técnica, mas também como pessoas. O Brasil tem uma grande deficiência em formar seres humanos legais. Acho que a gente tem que ter isso na nossa cabeça também. Muitas das pessoas vão vir cruas em termos de valor… e a gente tem que pensar em ensinar isso para elas: integridade, trabalho duro, essas coisas.”

 

As subáreas

Para realizar nossa missão, a área de Pessoas da Stone conta com diversas subáreas principais: Atração de Talentos, Seleção, Treinamento & Desenvolvimento, Performance & Recompensa e People Analytics. Falando um pouco de cada uma delas:

 

Atração:

É o começo do funil e grande responsável pela construção de marca empregadora e comunicação com os candidatos. Tem a missão de atrair os talentos-alvo, a partir do jeito Stone de comunicação e, assim, influenciar na decisão dos candidatos em prestar o nosso processo seletivo.

 

SeleçãoRH Stone

Tem o papel de filtrar as pessoas pelo funil e decidir se a empresa também quer aquele candidato. Sendo assim, a área tem uma grande responsabilidade nas mãos. Você pode contratar o próximo sócio da empresa… ou você pode contratar a pessoa que vai destruir a cultura da empresa. Então, o nosso time de seleção é extremamente importante para garantir que as pessoas que estão vindo são efetivamente as melhores pessoas para trabalhar aqui dentro.” – diz Livia.

(Quer entender melhor as práticas dos processos seletivos, inclusive o da Stone? Participaremos de um evento no próximo dia 05/08, em São Paulo, sobre isso. Inscreva-se aqui.) 

 

 

Treinamento & Desenvolvimento

Dividido entre Onboarding e Treinamento. O primeiro garante a inserção da pessoa na companhia e a geração do senso de pertencimento, identificação com a missão, gestor e time e os conteúdos necessáriosPara nós, se o colaborador entra se sentindo bem, sabe o propósito, sabe o que a gente está fazendo e tem o conhecimento técnico para fazer o trabalho, o trabalho do Onboarding está feito. Já a segunda turma cuida das políticas, diretrizes e trilhas de treinamento; e é a responsável por coordenar todas as áreas para que tenham o mínimo de padrão.

 

Performance & Recompensa

A subárea é dividida entre Planejamento & Recompensa, que define política de remuneração, bônus, remuneração variável e planeja orçamento e gastos das áreas com folha de pagamento; Performance, que cuida das Avaliações de Desempenho, Pesquisa de Clima e Pesquisa de Cliente Interno e Departamento Pessoalque cuida de processos mais específicos como pagamento de folha, benefícios, admissão, demissão e atendimento ao pessoal.

 

People Analytics

Área super nova e emergente no mercado, sua principal missão é gerar insights a partir da análise de dados e algumas hipóteses levantadas. É organizada em vários projetos que respondem a questões-chave, para as quais o time precisa descobrir que tipo de informação coletar, e como coletar.

 

 

RH Stone

O perfil do time

O perfil do time é bem diverso e foge dos tradicionais formados em Psicologia e Administração. Há diversos profissionais da área de Comunicação, Engenharias, Ciências Sociais e, inclusive, sem formação alguma. De forma geral, os líderes percebem a divisão do time em dois perfis principais: um mais estruturado,  que tem conhecimentos mais técnicos; e  um mais “quebrador de parede”capaz de andar sozinho e fazer as coisas acontecerem.

Independentemente dessa diferença, para fazer parte do time, os líderes enxergam alguns requisitos básicos: curiosidade para buscar entender como as coisas acontecem; uma visão do todo do negócio; capacidade analítica de ler números; olhar crítico de ver um problema e entender como resolvê-lo através do seu trabalho e criatividade para enxergar novas formas de ler as informações e fazer as coisas. Além disso, é preciso “vontade de trabalhar, vontade de criar coisa nova e não ter medo de falhar.”, segundo Ricardo de La Vega, líder da área de Performance & Recompensa. Livia, líder de Atração, destaca também a habilidade de dominância e negociação com os gestores.

“A gente lida diretamente com o CEO, com o CTO, diretores, sócios e grandes líderes da empresa. Só que a gente não é os ‘cala a boca e obedece’ , ou seja, a gente precisa ser capaz de mostrar para eles que nosso trabalho faz sentido. (…) A gente quer o melhor para a empresa e não necessariamente os gestores sabem o que é melhor para a empresa em termos de talentos. Então, o nosso time precisa ser capaz de conversar de igual para igual… precisa ter uma capacidade de negociação, uma profundidade e capacidade analítica boas.”

Os líderes entendem também dois caminhos de carreira dentro da área: se tornar especialista em algum tema ou iniciar a trajetória na empresa dentro de Pessoas e depois mudar para outras áreas. E isso não é visto como um problema. A área de Pessoas é um bom lugar para começar e entender o todo da empresa e sobretudo a cultura, porque formamos “guardiões de cultura” dentro do time.

 

Principais desafios

Os principais desafios da área se resumem à “escalabilidade com qualidade“, ou seja, ter processos que garantam uma maior atração, conversão e retenção de talentos, mas com qualidade e coesão com a marca e cultura. 

 

Diferencial para o mercado 

Apesar de todos os avanços e exemplos trazidos, ainda não vemos o mercado brasileiro construindo um time de pessoas bom e estratégico. Como falamos no início do texto, muitas empresas ainda voltam seus RH´s para a parte de Recrutamento &  Seleção e focam suas tarefas na leitura de currículos e agendamento de entrevistas. Com isso, acabam desconsiderando uma série de outras responsabilidades importantes como design organizacional, xadrez de gente e linha de sucessão.

Na opinião da Livia, a principal diferença do time de Pessoas da Stone para o mercado é exatamente essa visão macro e o sonho gransde que os sócios têm para a área: “Das empresas que eu conheço no Brasil, nenhuma delas tem a perspectiva de que dá para fazer a melhor empresa de pessoas do mundo. Nenhuma delas fala isso. (…) A gente não. Os sócios da empresa falam: ‘E aí? Quando que a gente vai se tornar a melhor empresa de pessoas do mundo?’

 

Sonho grande 

O sonho grande da área é ser um dos grandes drives, áreas estratégicas, da Stone e mais: se tornar a melhor área de pessoas e marca empregadora do mundo, referência em Employer Branding e nos diversos temas sobre Recrutamento & Seleção, People Analytics, Remuneração, etc. O desejo é que a Stone se torne equiparável a empresas como Disney e Zappos, que atraem talentos pela experiência de trabalho e cultura.

Mas mesmo com tantos avanços, ainda estamos bem longe de onde queremos chegar. O ápice do nosso time de Pessoas não chegou ainda. Estamos construindo, mas há muita coisa para fazer. Queremos nos tornar uma das melhores empresas do mundo para se trabalhar, com capilaridade para extrair o melhor de cada pessoa. O sonho grande é nos tornarmos o time de Pessoas mais incrível do mundo!

Para quem possa talvez ter um preconceito com a área, mandamos um recado: “Eu entendo porque as pessoas têm preconceito com a área de pessoas, mas para você que está começando a entrar no mercado de trabalho, não tenha preconceito com o time de Pessoas, pelo menos o da Stone. Eu vou te garantir que aqui você vai ter um aprendizado bizarro e contínuo, ter uma visão do todo da companhia (…) É core da empresa sim, e por ser core vão te cobrar mais, você vai ser esticado.” – Livia, líder de Atração.

E para os advindos das mais diversas formações, ou sem formação superior alguma, que podem se questionar se faz sentido atuar na área, ela também comenta: “Cara, aqui a gente tem as pessoas mais diversas possíveis(…) Então, se você gostou do texto, se você gostou da nossa cultura, se você está perdido, às vezes o seu caminho pode ser aqui. E às vezes o seu caminho pode ser aqui para se encontrar.”

Se interessou pelo time de Pessoas da Stone? Inscreva-se para fazer parte do time.

Por Carol Lafuente