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Você já precisou jogar doc ou ted no Google quando foir fazer uma transferência? Ou acaba escolhendo qualquer um? Aliás, tem diferença entre eles?

TRÊS PRINCIPAIS APRENDIZADOS DE HOJE:

1.

Estude o seu mercado: analise a concorrência para entender quais os preços do mercado e quem está comprando dos seus concorrentes. Não adianta cobrar muito acima ou muito abaixo. Nos dois casos, você pode afastar clientes. 

2.

Agregue valor ao seu produto: mostre ao seu cliente qual o diferencial do seu produto/serviço. Ele paga mais quando enxerga valor naquilo que compra. Para aumentar o valor do que você vende, invista em um bom atendimento e garanta a melhor experiência para o seu consumidor. 

3.

Calcule sua margem de contribuição: ela indica se a sua receita é suficiente para cobrir quanto você gasta e te ajuda a entender se a sua empresa é lucrativa. O cálculo é simples. Subtraia seus custos e despesas do valor das suas vendas para ver se o produto que você vende vale a pena para o seu negócio. 

O DOC

Sigla para Documento de Ordem de Crédito, o DOC é um dos tipos de transferência bancária que temos hoje no Brasil. Ele tem um limite máximo de R$ 4.999,99 por operação, mas não tem limite mínimo.

Ah! Outra coisa importante: o horário limite para envio de DOCs é às 21h59 e o dinheiro transferido cai na outra conta apenas no próximo dia útil, isso se a transferência for feita antes desse horário.

Então, vamos supor que você enviou o pagamento para o fornecedor às 23h de quinta-feira. Na verdade, você não enviou o dinheiro, você só agendou o envio. Como esse agendamento foi realizado depois do horário limite, o dinheiro não vai cair na sexta-feira. Sábado e domingo não são dias úteis. Então, o dinheiro só vai cair na conta do fornecedor na segunda-feira! Bem pouco prático, não é?

Mas, por que o DOC demora pra cair?

Para explicar porque o DOC não cai na mesma hora, temos que lembrar de uma forma de pagamento muito comum nos anos 90, mas que hoje caiu praticamente em desuso: os cheques. Lembra? Assim como acontece com os cheques, os DOCs têm um prazo de compensação bancária, que é de um dia útil.

Durante o tempo que o banco está com o seu dinheiro, o dinheiro está rendendo. Mas não pra você! O banco reaplica o dinheiro, em uma manobra chamada floating. É totalmente legal, o banco não está roubando seu dinheiro, mas, de certa forma, está te prejudicando enquanto aumenta os próprios lucros. 

Como fugir do DOC? Conheça a TED. 

Criada pelo Banco Central em 2002, a TED, sigla para Transferência Eletrônica Disponível, é outra opção para realizar transferências. Até 2016, usar o DOC era necessário em alguns casos, já que o valor mínimo para TEDs era de R$ 250. Mas hoje, os dois não têm valor mínimo e a TED também não tem valor máximo. 

Mas o melhor de tudo é que a TED cai na conta no mesmo dia que você transfere. Às vezes, poucos minutos depois da operação. Muito mais prático, não é mesmo? Mas, para isso, é necessário que a transação seja efetuada antes das 17h, no horário de Brasília.

E quanto custa O DOC E A TED?

Cada instituição financeira, tanto bancos quanto contas digitais, estabelece um preço para a realização de transações quando se trata de contas PJ. No caso dos bancos, eles geralmente oferecem um pacote – ou cesta – de serviços, em que estão inclusos alguns DOCs e TEDs. Não são gratuitos porque você acaba pagando por eles todos os meses, mesmo que não faça nenhuma transferência bancária. 

Essa incômoda taxa, chamada de manutenção da conta, é papo pra outro post, mas é importante que você perceba que, às vezes, o barato sai caro. Como assim você está pagando por TEDs e DOCs que nem usa?

Fora dos pacotes, os DOCs e TEDs custam, em média, cerca de R$ 10 por transferência. Isso quando feitos pela internet, já que quando feitos no caixa eletrônico costumam ser mais caros, fora que é bem pouco prático ir ao banco fazer uma transferência. Nós já dissemos aqui que no Século 21 ninguém mais tem tempo pra isso. 

Se você é cliente de algum banco, a gente sugere que verifique o valor das tarifas cobradas no site da Febraban, a Federação Brasileira de Bancos, para conhecer tudo que você paga. Compensa pagar R$ 30 pra poder fazer transferências que às vezes você nem faz? Não é difícil responder.

Depois de ler esse post, acreditamos que você não vai mais se confundir entre DOC e TED e ainda vai dar uma olhadinha no seu extrato bancário para ver o quanto você está pagando por esses serviços. Podemos te contar, em outro post, sobre mais funcionalidades que normalmente são oferecidas em contas. O que acha? Comenta aqui embaixo se você curtiu a ideia e a gente vai preparar o post pra você.

Obrigada pelo papo e boas vendas!