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Carreira e Trabalho

Como permanecer em constante busca pela Excelência

Confira o que o presidente da Amazon diz sobre o imperativo de uma Régua Alta, em busca pela excelência.

 

Como se manter acima das expectativas crescentes dos clientes? Esta é a provocação de Jeff Bezos em uma carta aos acionistas da Amazon divulgada no meio deste ano. A resposta, ele continua, é uma combinação de vários fatores – sendo que um alto padrão de excelência empregada em todos os níveis de detalhe é responsável por uma grande parte deles.

Isso porque ter um alto padrão de qualidade faz com que você entregue um melhor produto e serviço para os clientes, naturalmente. Mas este não é o único benefício: as pessoas se encantam por padrões altos – por isso, mantê-los como base da sua cultura organizacional ajuda, inclusive, em recrutamento e retenção. Por fim, uma cultura de excelência protege todo o trabalho “invisível”, mas crucial, da companhia – aquele que acontece quando ninguém está vendo. Em uma cultura de excelência, fazer bem aquele trabalho é sua própria recompensa.

Considerando os lucros crescentes e a expansão da Amazon para outros mercados como inteligência artificial e produção e distribuição de conteúdo, as 4 orientações que ele passa para acelerar a solidificação de uma cultura de excelência (e para satisfazer os clientes mais exigentes) são, sem dúvida, aprendizados a serem seguidos e aplicados, tanto em nossas empresas quanto em nossas atuações profissionais.

 

#1 Alto padrão de excelência é algo que pode ser ensinado

Ao contrário do senso comum, não é necessário começar a implementar uma cultura de excelência ao selecionar pessoas por sua “régua alta”. “Se fosse o caso”, argumenta Bezos, “esta carta seria um resumo de práticas de seleção e atração de talentos”. Para ele, a excelência é contagiosa: traga uma pessoa para um time de alto padrão, e ela se adaptará rapidamente. É um aprendizado que, na maior parte das vezes, se assimila por exposição.

O cuidado aqui é com o outro lado da moeda: um padrão baixo de qualidade também é contagioso, e pode se espalhar rapidamente.

 

#2 O padrão é diferente em cada domínio do conhecimento

Por isso, ter um alto padrão em uma área da empresa não significa necessariamente que as outras também terão. Da mesma forma, um profissional pode ter a régua alta para alguma área do seu desempenho, e não para outras.

Bezos compartilha seu próprio exemplo: quando começou na Amazon, ele tinha alto padrão para contratação, para inovação e atenção ao cliente. Mas teve que desenvolver, a partir da mentoria dos seus próprios colegas, um padrão alto para operação. “Entender este ponto é importante porque mantém você humilde”, argumenta.

 

#3 O que quer dizer um padrão alto?

Para alcançar um padrão alto em determinado domínio, você, primeiro, precisa saber reconhecer o que é “bom” para este domínio.

Neste caso, a habilidade específica para executar a tarefa não é tão importante – pelo menos para o contexto dos times. “Um técnico de futebol não precisa saber chutar, e um diretor de cinema não precisa saber atuar – mas ambos precisam reconhecer padrões altos para as duas ações e alinhar expectativas sobre o escopo”, compara. Resumindo: alguém no time precisa ter aquela habilidade; não necessariamente precisa ser você.

 

#4 Expectativas realistas da dificuldade

Bezos aplica um exemplo de prática da Yoga para argumentar que a prática leva à perfeição, mas leva tempo: “A maior parte das pessoas acredita que, se trabalharem duro, conseguirão fazer uma ótima invertida em cerca de duas semanas. A realidade é que leva cerca de seis meses, praticando diariamente. Assim, se você imagina que conseguirá fazer em duas semanas, você acabará desistindo”

Resumindo, você precisa ter expectativas realistas com relação à dificuldade de alcançar este nível bom – o escopo daquele trabalho.

O exemplo que Bezos dá é dos relatórios da Amazon, que variam muito em qualidade da escrita e profundidade. E isso não acontece porque os responsáveis não reconhecem o que é um bom relatório, e sim porque as pessoas acreditam que ele pode ser escrito em algumas horas, quando na realidade exige uma semana ou mais. “Os melhores relatórios são escritos, compartilhados com colegas para feedbacks, arquivados e revisados depois de alguns dias. Esta é a complexidade que o trabalho demanda.”

E você, como busca a excelência?

 

Por Nathalia Bustamante,

Na Prática

A Stone é grande parceira do portal Na Prática por também acreditar no potencial de investir no desenvolvimento pessoal e gestão de carreira dos jovens universitários e recém-formados. Mensalmente, o portal publica textos no nosso blog, na seção Fundação Estudar.