No nosso Instagram, nós fizemos uma live com a Fernanda Monnerat, da Serasa Experian, para conversar sobre o que os pequenos empreendedores podem fazer para manter a saúde financeira do negócio durante e depois da crise.

A partir disso, aproveitamos para elaborar um post bem informativo. Então, se você tiver quaisquer dúvidas sobre como negociar com segurança, proteger-se contra fraudes e buscar alternativas financeiras durante a pandemia, venha conferir as dicas da especialista! Vamos lá?

Quais serão os três principais aprendizados de hoje?

1. A importância de se planejar financeiramente

Neste momento, planejar-se financeiramente é fundamental. Nesse sentido, você precisa analisar todas as contas da sua empresa, tanto as entradas quanto as saídas, bem como as dívidas e os outros custos.

Por isso, busque renegociar quaisquer pendências e pesquise quais instituições oferecem as melhores condições para o seu negócio. A negociação exige confiança. Então, garanta que haja transparência na relação com os seus credores ou com os fornecedores.

2. A necessidade de remodelar o negócio e inovar

Para passarem pela crise, os pequenos empreendimentos precisam remodelar o modelo de negócio e pensar em formas de inovar. Ou seja, essa é a hora de testar novas ações e de migrar para o meio digital se você não estiver lá.

Ainda pensando no mundo virtual, inclusive, é importante destacar que as fraudes nesse universo aumentaram e é necessário se proteger. A Serasa tem uma ótima solução para evitar fraudes com o seu CNPJ.

3. A validade de testar novas maneiras de atuação

Ser um pequeno negócio apresenta tanto vantagens quanto desvantagens. Enquanto as últimas estão relacionadas à falta de clientes fiéis, por exemplo, as primeiras envolvem a possibilidade de testar novas formas de atuação, com mais flexibilidade e sem tantos custos fixos, como no caso de uma empresa de maior porte.

Afinal, o que se pode entender por saúde financeira de um negócio?

Antes de efetivamente elencarmos as dicas-chave para preservar a boa saúde financeira do negócio, é fundamental garantir a total compreensão desse conceito. Nesse sentido, embora a ideia seja bastante ampla — o que nos permite defini-la de muitas maneiras —, é possível dizer que, em suma, trata-se da capacidade de geração de caixa de um empreendimento por meio de uma atividade lucrativa, que viabiliza que os compromissos financeiros sejam honrados.

Inclusive, pode-se dizer que ela representa um fator determinante para a continuidade da operabilidade de uma empresa. Em outras palavras, há saúde financeira quando há cautela no gerenciamento de despesas, de receitas e de investimentos. Qualquer valor que "entra" no caixa de uma organização, independentemente da sua origem, deve ser gerido com organização, planejamento e responsabilidade.

Nesse contexto, ser financeiramente saudável, no âmbito corporativo, é, basicamente, ter sob controle todas as movimentações financeiras do seu negócio. Mas, afinal, quais são os dados que devem ser avaliados para se chegar a uma conclusão nesse sentido? É o que veremos a seguir!

Quais são os principais dados que devem ser analisados?

Uma análise financeira completa implica a avaliação de alguns indicadores financeiros que são comumente monitorados — não importando, nesse caso, o segmento de atuação do negócio — e que têm o potencial de revelar o quão bem (ou não) está o fluxo de caixa de uma organização. Inclusive, é a partir deles que se torna possível definir os trajetos a serem percorridos para alcançar — e manter — um bom posicionamento no mercado:

  • os custos, afinal, a sua exata noção é indispensável para operar com precisão. Nesse contexto, é necessário, inicialmente, desenhar os custos fixos do empreendimento (ou seja, aqueles recursos que são necessários para o seu funcionamento) e, em seguida, dimensionar os variáveis (que podem ser reduzidos com a implementação de algumas práticas de contenção);
  • o endividamento, haja vista que ele demonstra quanto dos recursos próprios são utilizados e que parte do valor é proveniente de financiamentos e empréstimos, por sua vez, compondo as pendências a serem quitadas futuramente;
  • o faturamento, que, além de estar relacionado aos recursos obtidos a partir das vendas dos produtos e/ou serviços comercializados pela empresa, indica o seu nível de performance em comparação às metas que foram estipuladas previamente;
  • o ticket médio, que mensura o quanto cada cliente da organização proporciona em termos de faturamento, comparando o valor com a média de toda a base;
  • a lucratividade, que revela se as operações estão gerando lucros ou não;
  • o ponto de equilíbrio, que, por fim, indica qual deve ser o faturamento alcançado pelo negócio a fim de igualar os custos variáveis e os custos fixos — também é chamado de "break even".

Quais são as melhores dicas para manter a saúde financeira do negócio?

Após entender o que é a saúde financeira e quais aspectos precisam ser colocados sob análise a fim de avaliá-la, é hora de conferir as dicas-chave para a sua preservação. Vamos lá?!

Recorra à renegociação de dívidas

Uma das perguntas que surgiram durante a nossa live foi: vale a pena renegociar dívidas nesse momento? Na opinião de Fernanda, o período é válido para isso.

Mesmo que você consiga arcar com as dívidas que tem, vale pesquisar quais instituições financeiras podem ajudá-lo durante a crise. Se você consegue custear parcialmente as pendências ou simplesmente não consegue quitar as suas dívidas, é preciso entrar em contato com o seu banco para ver quais são as opções oferecidas no seu caso.

Aqui, vale a pena avaliar as condições de outras instituições também porque você pode encontrar alternativas mais vantajosas, como juros mais baixos. Em qualquer caso, contudo, é importante sentar-se com o gerente, explicar a situação e mostrar quais os seus planos para manter o seu negócio. Como estamos no meio de uma pandemia, os credores estão mais receptivos e já entendem de partida os problemas enfrentados pelos pequenos empreendedores.

Faça a negociação com segurança

Você sabe como negociar com mais segurança? Um ponto muito negligenciado pelos brasileiros, de forma geral, é a leitura de contratos, no entanto, é ela que garante mais segurança na hora de negociar e de tomar decisões.

Portanto, sempre leia os contratos e busque o maior número de informações possível sobre os fornecedores. Uma alternativa é consultar o histórico de crédito da outra parte para entender melhor que tipo de risco você está assumindo. Isso pode ser feito gratuitamente no site da Serasa Experian.

Da mesma forma, é possível que a sua empresa necessite de crédito e, por conseguinte, que você precise negociar com alguma instituição financeira. Fernanda diz que crédito é confiança, e algumas instituições encaram a concessão de crédito para PMEs como um risco.

Por isso, você precisa ser muito transparente na hora da negociação e manter um bom score no site da Serasa. Ele é uma espécie de régua de qualidade usada por algumas instituições para analisar as empresas e os clientes. A consulta é gratuita e pode ser feita aqui.

Para escolher a melhor linha de crédito para a sua empresa, pesquise várias alternativas disponíveis no mercado e opte pela que melhor atende às suas necessidades. Cada instituição tem políticas próprias, por isso, é preciso entender as condições oferecidas, quando os pagamentos devem ser feitos, quais são as taxas de juros praticadas e quais são os formatos de concessão de crédito. Só assim você poderá decidir com segurança sobre a melhor proposta.

Inove na forma de pensar

Com a pandemia, veio a incerteza: como traçar um plano de ação se não há um prazo definido? Para Fernanda, as empresas precisam se preocupar menos com os prazos e mais em inovar na forma de pensar.

Os empreendedores devem adotar novas ações, independentemente de quanto elas vão durar, e eliminar as suas crenças limitantes sobre o próprio empreendimento. Mesmo que você sempre tenha feito uma operação da mesma maneira na sua empresa e essa forma tenha funcionado até aqui, talvez essa não seja a opção mais adequada para o momento. Por isso, é preciso repensar o modelo de negócio.

As organizações que já estavam no mundo digital agora estão vendo as vantagens de terem se atualizado antes da crise. Então, se você ainda não domina esse universo, é um bom momento para marcar presença nas redes sociais e nas pesquisas do Google.

Outro ponto fundamental é pensar o que precisa ser remodelado dentro das suas operações. Se você não tem elasticidade de produto ou de serviço, é possível que precise mudar o seu público-alvo ou oferecer vouchers para os clientes comprarem antecipadamente.

Não se esqueça do planejamento financeiro

Uma das principais preocupações das PMEs é ter capital de giro, afinal, grande parte delas depende do faturamento mensal para pagar as contas. Para empresas sem qualquer gestão financeira, Fernanda destacou alguns processos mínimos que os pequenos empreendedores precisam implementar para a sobrevivência agora e depois da crise.

Em primeiro lugar, você precisa entender os números do seu negócio: quais são os seus custos fixos, quais são os variáveis e quais são as suas dívidas e os seus compromissos a pagar. Então, monte uma planilha com todos esses dados para ter clareza sobre a saúde financeira da empresa.

A partir disso, você precisará manter uma gestão diária desses números, anotando as entradas e as saídas ou quaisquer novos gastos. Olhando para o que você levantou, identifique se há a possibilidade de reduzir custos em alguma frente.

Essa atitude é importante, inclusive, para negociar crédito. Afinal, uma vez que você vai mais bem preparado para a negociação, sabendo exatamente quais são os dados mais importantes da sua empresa, pode traçar melhores planos de ação.

Avalie o nível de flexibilização das políticas de crédito

As suas políticas de crédito determinam quanto de risco você está assumindo nas suas operações. Quando você permite que um cliente parcele as compras, por exemplo, oferece crédito para ele e também corre o risco de encarar a inadimplência.

Por isso, a prioridade agora deve ser ter o dinheiro sempre à mão. De qualquer forma, é preciso avaliar o custo-benefício da flexibilização do crédito. Esse é um ponto importante do relacionamento com o cliente porque, uma vez que você oferece um parcelamento maior, por exemplo, pode atrair mais consumidores com essa prática.

Ao mesmo tempo, você deve cobrar quando os seus clientes não pagam os valores devidos, mas é preciso ter cautela nesse sentido. Inicialmente, é indispensável definir as formas de cobrança: ligação, SMS, negativação, protesto no cartório etc. Nesse contexto, lembre-se de que é importante ponderar as suas decisões. Muitas vezes, em prol do bom relacionamento com o seu consumidor, medidas extremas não representam uma boa pedida.

Para decidir sobre a flexibilização de crédito, pense em quanto você está disposto a assumir em termos de riscos. Uma opção é dar mais flexibilidade aos seus clientes mais confiáveis e que nunca atrasam os pagamentos.

A postergação de parcelas pode ser uma alternativa dependendo da situação do seu negócio. Se você precisa de um fôlego financeiro maior para passar pela crise e não tem uma reserva de emergência, essa ação precisa ser tomada com cuidado.

A Serasa Experian ajuda você a ter informações sempre frescas do mercado para alinhá-las à sua experiência como empresário. Consulte o site da empresa com diversos materiais para definir as suas políticas de crédito: Serasa para PMEs.

Utilize o Cadastro Positivo

O Cadastro Positivo é uma tendência mundial e oferece a possibilidade de todo o mercado ter informações sobre comportamento e pagamento de crédito no Brasil para além da negativação. A ferramenta é uma ótima opção para empresas que buscam crédito porque mostra os riscos mais reais que elas oferecem para o mercado.

Às vezes, um deslize financeiro atrapalha o acesso ao crédito, mas o Cadastro Positivo também mostra todas as vezes em que determinado negócio foi um bom pagador, apresentando o histórico dessa empresa para o mercado. Assim, as instituições têm informações mais amplas e relevantes para discernir os riscos daquela organização que está solicitando o crédito. Se você quer conhecer mais sobre o Cadastro Positivo, clique aqui.

Previna-se contra fraudes

Com a crise do novo coronavírus, as fraudes virtuais aumentaram e você deve proteger o seu negócio para evitar prejuízos, inclusive financeiros. Com a Serasa, é mais fácil manter a saúde do seu negócio, já que o site monitora o CNPJ da sua empresa e ajuda a antecipar fraudes que podem acontecer. A ferramenta envia notificações quando o seu negócio é consultado ou quando está prestes a ser negativado.

Esse tipo de controle pode prevenir que o seu CNPJ seja usado indevidamente e, assim, você pode tomar as medidas necessárias para resolver o problema diante de um inconveniente.

Como as PMES devem operar na crise?

Para Fernanda, há vantagens e desvantagens em ser uma PME durante a crise. A desvantagem é que os pequenos negócios podem não ter uma clientela consolidada e fiel ainda, como dito, e nem ter testado várias ações para entender qual funciona melhor para o empreendimento.

Ao mesmo tempo, uma vez que você compreende que o problema está nesse aspecto, pode começar a buscar alternativas para resolvê-lo, como fazer parcerias com outras empresas para atrair um público diferente. Por outro lado, uma das vantagens de ser um pequeno empresário é que, provavelmente, a sua organização não está cheia de dívidas, afinal, ainda não teve tempo de crescer muito, não tem estoques gigantes ou um grande número de funcionários.

Logo, como você não tem tantos custos fixos como uma empresa maior, tem mais flexibilidade neste momento e também mais chances de se reinventar. Além disso, os pequenos empreendedores não costumam ter crenças muito consolidadas com base no sucesso que já alcançaram, o que permite testar muito sem grandes compromissos.

Fernanda reforça que, para aqueles que abriram o negócio recentemente por necessidade, é importante buscar quais oportunidades o mercado está oferecendo agora e que podem ser mais bem aproveitadas pela sua empresa. Este é o momento de buscar novas alternativas e repensar o seu empreendimento.

O que você achou dessas dicas sobre como manter a boa saúde financeira do negócio? No nosso blog, temos vários conteúdos como este, que trazem opções para você gerenciar a sua organização durante e após a crise. Então, aproveite parar seguir as nossas redes sociais e acompanhar as próximas publicações: Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn e YouTube.

Valeu pelo papo e até a próxima!